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A Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário do Caraça é de propriedade da Província Brasileira da Congregação da Missão - Congregação dos Lazaristas. 

A Reserva possui área de 11 233 ha, situada no contraforte da Serra do Espinhaço, sendo seu ponto mais alto no Pico do sol com 2072m de altitude.


O Santuário do Caraça foi fundado em 1774, pelo lendário português Irmão Lourenço de Nossa Senhora. Levantamentos históricos relatam que Irmão Lourenço chegou ao Brasil foragido das Leis portuguesas, pois sua família foi acusada de um atentado a família real. 

Sendo todos condenados a morte, Irmão Lourenço, fugiu, vindo para o Brasil, onde morou em Diamantina onde fez riqueza com a extração de diamantes.  Lá se aliou a Ordem dos Franciscanos, chegando a região da Serra do Caraça em 1770, onde iniciou a construção do Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens, dado como concluído em 1774.  

Irmão Lourenço tinha como objetivo desenvolver trabalhos religiosos e sociais e sonhava em fundar ainda uma escola para meninos.  Porém, o fundador não conseguiu parceiros para sua obra. Alguns franciscanos vindos de Diamantina, não se adaptaram ao trabalho e ele idoso, se viu sozinho para administrar seu sonho. Em 1818, deixou então,  em testamento, a propriedade para o Império Português.  Com sua morte  em  27 de outubro de 1819, Dom João VI doou a propriedade para a Congregação dos Lazaristas (Vincetinos).

Chegando aqui em 1820 os padres da Congregação da Missão, fundaram o Colégio Caraça em 1821, com a intenção de manter  uma escola, na qual os alunos seriam educados dentro dos ideais portugueses e vicentinos. 

O Colégio, fundado em 1821, com 12 alunos, funcionava em regime interno só para meninos.Os alunos chegavam com 11 anos e saiam com 16 anos. Faziam o curso denominado Curso de Humanidades, no qual aprendiam 4 idiomas, ciências, matemática, física, biologia, música além de teatro e oratória.

Após este curso, dependendo da vocação, eram encaminhados ao Seminário,  no qual estudavam as matérias específicas para se ordenarem, como latim, filosofia, teologia etc.

A rotina diária do colégio começava às 5 horas da manhã e toda aula antecedia à uma hora de estudo, da matéria a ser vista.

Pelos bancos do Colégio Caraça,  passaram muitos alunos que tiveram destaque na política nacional como, Afonso Pena (Governador de Minas Gerais e Presidente) Arthur Bernardes (Presidente) e Melo Viana ( Vice Presidente e Governador de Minas)

O Colégio Caraça foi marco cultural de Minas e do Brasil. Procurado por famílias simples devido ao trabalho social dos vicentinos que concedia bolsas aos as crianças de famílias menos favorecidas e também por famílias tradicionais devido à qualidade de ensino.

Administrado inicialmente pelos portugueses,  em 1856 passou a ser administrado pelos franceses. Nesta fase a estrutura educativa cresceu, aumentando muito o numero de alunos e de pessoas para a execução de todo o trabalho. Nesta  época foi demolida a pequena capela barroca deixada pelo Irmão Lourenço e construída a primeira igreja em estilo neogótico do Brasil (1883). 

Nesta nova construção foram mantidos dois altares barrocos com pinturas de Mestre Ataíde o que confere a obra um caráter particular ou seja, a mistura dos estilos arquitetônicos. Um órgão de 700 tubos merece destaque, sendo que boa parte deles, foram construídos aqui mesmo pelo Pe. Luiz Gonzaga Boavida.

Neste período, foram realizadas muitas obras de ampliação do Santuário, sendo uma delas a construção de um prédio para abrigar todas as atividades educativas. Neste prédio foi instalada a biblioteca, salas de aula ,estudos, de teatro ,música laboratórios de física, química, biologia,   enfermaria, gabinete dentário, batinaria e no último andar o dormitório.

Em 1968 um incêndio destruiu completamente este prédio, terminando com as atividades acadêmicas formais do Caraça.  Neste incêndio não houve vítimas e foram salvos 30.000 livros, que fazem parte hoje da biblioteca de obras raras. 

O desenvolvimento da atividade turística começou com uma demanda espontânea após o incêndio do prédio do Colégio, por volta de 1970. Familiares, e amigos de ex. alunos e moradores da região começaram a vir até o Caraça, para visitar o local do grande incêndio que destruiu tão importante  educandário e para desfrutar das belezas naturais, passeios pelas matas, banhos de cachoeira e o clima agradável.

Desta forma, o Santuário começou a ser gradativamente adaptado para hospedagem e ainda foram criados locais para atender a demanda de alimentação e demais serviços.

As trilhas abertas a visitação turística são: Ponte do Bode, Tanque Grande, Cruzeiro, Cascatinha, Capelinha, Tabõoes,  Gruta de Lourdes, Banho do Belchior, Cachoeira da Bocaina, Cascatona, Campo de Fora e os Picos da Carapuça, do Sol,  Inficionado e Canjerana , sendo que para os últimos é obrigatório estar acompanhado por um Guia Local cadastrado na Reserva.  

O principal público é o que vem em busca do descanso, simpatizante da simplicidade e da mineiridade. Os turistas interessados pela cultura e interessado em desfrutar de caminhadas com belas paisagens e dos banhos de cachoeira